Desemprego cai para 5,4% e Brasil cria mais de 1 milhão de vagas

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, o menor patamar do período, segundo dados divulgados pelo IBGE. O índice representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,1%) e de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025 (5,8%).
O resultado reflete a recuperação do mercado de trabalho, com crescimento da população ocupada e redução do número de brasileiros em busca de emprego.
Número de desempregados diminui
A população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, queda de 10,9% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 718 mil brasileiros a menos sem trabalho. Na comparação anual, houve redução de 392 mil desempregados, o que representa recuo de 6,3%.
Brasil supera 103 milhões de pessoas ocupadas
O número de trabalhadores ocupados chegou a 103,1 milhões, alta de 1,1% frente ao trimestre anterior, com a criação de aproximadamente 1,08 milhão de ocupações.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o mercado de trabalho ganhou 742 mil novos ocupados, crescimento de 0,7%.
O nível de ocupação da população em idade de trabalhar atingiu 58,8%, acima dos 58,2% registrados no trimestre anterior.
Cai a subutilização da força de trabalho
Outro indicador que apresentou melhora foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 12,9%, contra 14,3% no trimestre anterior e 14,4% um ano antes.
O contingente de pessoas subutilizadas ficou em 14,7 milhões, redução de 1,64 milhão em relação ao trimestre anterior e de 1,81 milhão na comparação anual.
Também diminuiu o número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, que passou para 4,1 milhões, queda de 6,6% no trimestre e de 11,5% em relação ao ano passado.
Desalento registra forte redução
O número de pessoas que desistiram de procurar emprego também apresentou queda significativa.
A população desalentada foi estimada em 2,3 milhões, redução de 14,7% frente ao trimestre anterior e de 17% na comparação com igual período de 2025.
Com isso, o percentual de desalentados caiu para 2,1%, o menor nível dos últimos trimestres.
Mercado formal permanece estável
O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu praticamente estável, em 39,4 milhões de trabalhadores.
Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,6 milhões, alta de 2,2%, enquanto o setor público registrou crescimento de 2,6%, alcançando 13 milhões de servidores.
O contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 26,1 milhões.
Renda média cresce na comparação anual
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.738, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas registrando crescimento de 2,8% frente ao mesmo período de 2025.
Já a massa de rendimento real alcançou R$ 380,3 bilhões, aumento de 3,6% em um ano, representando um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na economia.
Setores que mais contrataram
Entre os segmentos da economia, os maiores avanços na geração de empregos ocorreram em:
- Transporte, armazenagem e correio, com crescimento de 3,9% no trimestre e 4,9% em um ano;
- Administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com alta de 2,6% no trimestre e 2,9% na comparação anual.
Por outro lado, o setor de serviços domésticos registrou retração de 5% frente ao mesmo período de 2025.
Os dados reforçam a trajetória de recuperação do mercado de trabalho brasileiro, marcada pela redução do desemprego, menor desalento, crescimento da ocupação e aumento da renda dos trabalhadores.
Com informações de ag.IBGE
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Magnific
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