Fachin lança rede do CNJ para combater crime organizado e bets

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, lançou nesta terça-feira (14/07) a Rede Nacional de Magistradas e Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada.
Durante o lançamento, Fachin alertou para a sofisticação das facções criminosas, que hoje utilizam plataformas digitais, criptoativos, empresas de fachada e o mercado de apostas eletrônicas clandestinas para lavar dinheiro e financiar crimes como o tráfico de drogas, contrabando e corrupção.
“A resposta estatal à criminalidade em rede exige, necessariamente, uma Justiça também articulada em rede”, enfatizou o ministro, apontando que o combate ao crime tecnológico transcende a atuação isolada de qualquer órgão.
O que é a Rede Nacional de Magistrados?
Criada pela Portaria CNJ nº 142/2026, a iniciativa visa integrar juízes de todo o país para o compartilhamento de informações, estratégias e boas práticas. O grupo focará no aperfeiçoamento técnico de magistrados em temas complexos, como:
- Rastreamento de ativos digitais e criptomoedas;
- Uso de sistemas de pagamentos instantâneos e “contas laranjas” digitais;
- Plataformas de apostas sediadas em paraísos fiscais ou países com baixa regulação.
A iniciativa também prevê a criação de um protocolo nacional para uniformizar decisões judiciais e reduzir as diferenças de tratamento entre diferentes comarcas.
Proteção e independência dos juízes
Fachin também chamou a atenção para a segurança física de magistrados que tomam decisões duras contra o crime organizado, como o bloqueio de bens e apreensão de patrimônios. O ministro ressaltou que ameaças a esses profissionais atacam diretamente a independência do Judiciário e o Estado Democrático de Direito.
A nova rede de cooperação ajudará a dar maior celeridade aos processos e evitará a perda de provas sensíveis ao tempo através da atuação conjunta.
Com informações da agência CNJ de notícias
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Gustavo Moreno / CNJ
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