Niterói retira 20 toneladas de lixo da Lagoa de Piratininga

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta quarta-feira (8), mais uma grande operação de ordenamento e limpeza na orla da Lagoa de Piratininga, na Região Oceânica. A iniciativa, que acontece semanalmente, busca combater crimes ambientais, frear a ocupação desordenada e garantir a conservação das áreas verdes do município.

Coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), a ação contou com equipes da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que utilizaram caminhões para remover toneladas de entulhos como ferro, madeira e plástico descartados ilegalmente.

Fiscalização contra construções irregulares

O principal foco do Gecopav é conter o avanço urbano sobre as Zonas de Proteção Ambiental. Para cobrir toda a região, a prefeitura une tecnologia e inteligência em vistorias constantes. O monitoramento é feito por terra e também pelo ar, com o apoio de aeronaves tripuladas que ajudam a mapear focos de desmatamento e invasões na restinga.

“Atuamos com planejamento e integração entre diversos órgãos municipais, garantindo uma fiscalização eficiente e contribuindo para a preservação do patrimônio ambiental de Niterói”, explicou o coordenador do Gecopav, major Antônio Luiz Pereira Lima.

20 toneladas de resíduos por semana

O descarte irregular de lixo continua sendo um dos maiores desafios para a saúde da lagoa. Wellington Silva, funcionário da Clin há 11 anos, participa dos mutirões que acontecem todas as quartas-feiras em parceria com a Secretaria de Ordem Pública (Seop). Segundo ele, o volume de sujeira impressiona.

  • Média semanal recolhida: Cerca de 20 toneladas de detritos.
  • Tipos de materiais mais comuns: Entulho de obras, ferro, madeiras e plásticos diversos.
  • Objetivo paralelo: Conscientizar moradores e frequentadores sobre o descarte correto.

As frentes de atuação do Gecopav

Para garantir que as áreas protegidas não sejam descaracterizadas, o grupo executa suas ações em três pilares principais:

  1. Monitoramento preventivo: Vigilância contínua para evitar novas invasões e focos de desmatamento.
  2. Combate a ilegalidades: Aplicação de embargos administrativos e 
  3. medidas judiciais contra construções sem licença.
  4. Delimitação de território: Instalação de marcos físicos e sinalização para proteger as fronteiras das reservas ecológicas.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Bruno Eduardo Alves

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