Operação mira quadrilha que vendia suplementos falsos em grandes sites

O Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) deflagrou uma grande ofensiva contra uma associação criminosa especializada na fabricação e venda em escala industrial de suplementos alimentares e produtos terapêuticos falsificados. Ao todo, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão contra 14 integrantes do grupo.

A ação, realizada nesta quarta-feira (17/06/2026), mobilizou agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) em diferentes pontos do estado. Foram cumpridos mandados no Recreio dos Bandeirantes (capital), Duque de Caxias (Baixada Fluminense), Mangaratiba (Costa Verde), além de São Pedro da Aldeia e Cabo Frio (Região dos Lagos). A investida faz parte da Operação Convergência Nacional, coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).

Fraude usava credibilidade de gigantes do e-commerce

De acordo com as investigações, os criminosos criavam anúncios atraentes utilizando fotos de produtos originais e preços ligeiramente abaixo do mercado. Para escoar as falsificações, o grupo utilizava a estrutura e a reputação de grandes plataformas de e-commerce, como Mercado Livre, Magazine Luiza e Americanas.

Milhares de consumidores foram lesados ao comprar substâncias adulteradas acreditando se tratar de marcas renomadas e fiscalizadas, como Vitafor, Dux e Sundown. O CyberGAECO ressaltou que as próprias plataformas digitais colaboraram ativamente com a investigação, fornecendo dados e registros que ajudaram a rastrear e identificar os golpistas.

Fábrica clandestina operava em ritmo industrial

O tamanho do esquema já havia ficado evidente na primeira fase da apuração, conduzida pela Polícia Civil (PCERJ). Na ocasião, os policiais estouraram um laboratório clandestino e um galpão logístico da quadrilha. No local, foram apreendidos insumos farmacêuticos a granel, milhares de rótulos clonados de marcas famosas e centenas de encomendas falsificadas já embaladas e prontas para o envio por correio ou transportadora.

Alerta à saúde: Além do prejuízo financeiro e da concorrência desleal com empresas que seguem as normas sanitárias, o MP alerta que o consumo desses produtos traz graves riscos à saúde, uma vez que o comprador ingere compostos químicos desconhecidos e sem qualquer controle de qualidade.

Empresas lacradas pela Justiça

A pedido do Ministério Público, o Poder Judiciário determinou o bloqueio digital e a suspensão provisória das atividades de seis empresas de fachada utilizadas pelos denunciados para emitir notas fiscais e movimentar o dinheiro do crime. Os acusados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos.

Painel do Caso: Suplementação Adulterada

Marcas Alvo de FalsificaçãoPlataformas Onde Eram Vendidos

Empresas Suspensas 

pela Justiça

Crimes Imputados

• Vitafor

 

• Dux

 

• Sundown

 

• Outras marcas famosas

• Mercado Livre

 

• Magazine Luiza

 

• Americanas

• Intex Comércio / 

Intercaps

 

• Power Ftns / 

PH Suplements

 

• GSM Cosméticos /

 Matrix

• Associação Criminosa

 

• Estelionato

 

• Falsificação de produtos

 

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto Divulgação – meramente informativa – Magnific

 

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