Justiça mantém preso suspeito de liderar milícia em Santa Cruz

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) conseguiu, durante audiência de custódia realizada no sábado (4/07), a conversão em prisão preventiva de Rodrigo Maurício de Andrade dos Anjos, conhecido como “Descolado” ou “DJ Descolado”. Ele foi preso em flagrante durante uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), que teve como alvo integrantes de uma milícia atuante em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, Rodrigo Maurício é apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa. Ao perceber a aproximação dos policiais, ele tentou fugir utilizando um veículo adulterado, mas acabou preso após perseguição.

De acordo com o auto de prisão, os agentes deram ordem de parada ao motorista. Na tentativa de escapar, o suspeito acelerou o veículo e colidiu contra um carro da Polícia Civil. Em seguida, abandonou o automóvel e tentou fugir a pé, sendo alcançado e detido pelos policiais.

Arsenal foi encontrado no veículo

Durante a abordagem, os agentes localizaram um fuzil calibre 5,56 carregado, seis carregadores municiados, grande quantidade de munições, uma pistola calibre 9 mm com numeração suprimida, um simulacro de arma de fogo, um caderno de anotações, envelopes com nomes e valores, além de mais de R$ 8 mil em dinheiro.

As investigações também apontaram que o veículo utilizado pelo suspeito apresentava sinais de adulteração, com divergências entre os identificadores do chassi, do motor e da placa.

Diante das evidências, Rodrigo Maurício foi autuado em flagrante pelos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, integração, manutenção ou custeio de milícia privada e condução de veículo automotor adulterado.

MPRJ defendeu prisão preventiva

Durante a audiência de custódia, o Núcleo de Atuação Perante as Centrais de Audiência de Custódia (NACAC/MPRJ) requereu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, argumentando que a gravidade dos fatos e o elevado poder bélico apreendido justificam a medida para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.

A Justiça acolheu o pedido do Ministério Público, mantendo o investigado preso enquanto prosseguem as investigações sobre a atuação da milícia em Santa Cruz e a possível participação de outros integrantes do grupo criminoso.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto: Reprodução

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