Movimento Mudei vai recorrer após CNE rejeitar monitoria eleitoral

O Movimento Cívico Mudei anunciou publicamente a intenção de acionar todos os instrumentos constitucionais e legais disponíveis para reverter a decisão da Comissão Nacional Eleitoral (CNE). O órgão rejeitou o pedido da organização para realizar a monitoria completa de todo o processo eleitoral que ocorrerá em 2027.
Em entrevista ao programa “Radar de Ideias”, da Rádio Correio da Kianda, o ativista Jaime Mussinda explicou que o bloco de organizações da sociedade civil esgotará as instâncias de recurso interno antes de adotar medidas mais drásticas.
Se as estratégias jurídicas domésticas falharem, associações subscritoras de peso — como Mosaiko, Uyele e Handeka — planejam acionar instâncias regionais e internacionais para assegurar o direito de acompanhar o pleito.
“Vamos avançar com outras ações, em várias direções, quer regionais, quer internacionais. É preciso esclarecer aqui que o fim da sociedade civil não é atingir o poder, mas sim garantir a transparência do processo eleitoral”, pontuou Mussinda.
Auditoria da Base de Dados de Cidadãos Maiores
Enquanto lida com o revés junto à CNE, a sociedade civil organizada aguarda o desfecho de outra importante frente de atuação. O grupo submeteu uma solicitação ao Ministério da Administração do Território (MAT) exigindo uma auditoria independente na Base de Dados de Cidadãos Maiores (BDCM), procedimento considerado crucial para garantir a lisura e a integridade do mapeamento dos eleitores para 2027.
Com informações de nossa correspondente Thyrsha Alberto
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Divulgação
Compartilhe
