Preço do diesel: governo inicia retirada gradual de subsídios

O Governo do Brasil anunciou, nesta terça-feira (30/06), o início da retirada gradual das medidas adotadas para conter o impacto da alta dos combustíveis na economia nacional. A primeira mudança prática será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro de óleo diesel, que passa a valer a partir desta quarta-feira (01/07), por meio de portaria do Ministério da Fazenda.
O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa em Brasília com a presença dos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), além de técnicos da equipe econômica e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a equipe econômica, a retirada do auxílio acompanha a recente estabilização dos preços internacionais do petróleo, que haviam disparado devido aos reflexos da guerra no Irã. O governo reforçou que o subsídio sempre teve caráter temporário, visando proteger o consumidor e manter a responsabilidade fiscal.
Próximos passos e a gasolina no radar
A retirada de subsídios não deve parar no diesel. O Ministério da Fazenda informou que já avalia a reversão de outras medidas protetivas nos próximos dias, conforme o mercado internacional se consolidar:
- Gasolina: Está em estudo a retirada gradual ou parcial da subvenção de R$ 0,44 por litro;
- Diesel: O governo também analisa o futuro de outra subvenção vigente, no valor de R$ 1,12 por livro.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que a redução do petróleo lá fora diminui a necessidade de o governo intervir financeiramente. Essa recalibragem é fundamental para que o país mantenha o cumprimento da meta de resultado primário (neutralidade fiscal).
Fiscalização rigorosa contra preços abusivos
Com o fim do subsídio de R$ 0,35, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) intensificará o monitoramento diário dos postos e das distribuidoras para evitar que o mercado realize repasses abusivos ou desproporcionais ao bolso do consumidor final.
“Não admitiremos que, durante esse processo gradual, haja abusividade por parte de qualquer agente econômico. A ANP foi orientada pelo presidente Lula a atuar contra eventuais abusos”, alertou o ministro Dario Durigan.
O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, concluiu destacando que a estratégia garantiu previsibilidade à economia brasileira durante o pior momento do choque externo. Agora, o país entra em uma nova fase de monitoramento de mercado, focada no equilíbrio fiscal e na livre concorrência sem sobressaltos.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto: Washington Costa/MF
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