Rio ganha projeto que usa slam e grafite para incentivar a leitura

Duas unidades da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro se preparam para receber, entre os meses de junho e novembro de 2026, o projeto Biblioteca Para Todos. A iniciativa, idealizada e realizada pela Somos Brada, funcionará como um laboratório cultural para cerca de 200 crianças e adolescentes do Ginásio Experimental Tecnológico (GET) Rivadávia Corrêa, localizado no Centro, e da Escola Municipal Prefeito Marcos Tamoyo, na Pavuna.
Financiado por meio da Lei do ISS da Prefeitura do Rio de Janeiro — com o patrocínio das marcas MedGrupo, Kantro e Kles —, o projeto chega em um momento crucial de alerta emitido por educadores. De acordo com os dados mais recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o país enfrenta uma retração crônica no número de leitores frequentes, o que exige respostas pedagógicas rápidas e conectadas com a nova geração.
Slam, rap e grafite como portas de entrada para os livros
Para romper com o formato tradicional e muitas vezes desinteressante de cobrança literária, a proposta aposta em linguagens urbanas e artísticas que já fazem parte do dia a dia dos estudantes. Os encontros misturarão a leitura de livros com oficinas práticas de:
- Cultura de rua: Poesia falada, batalhas de slam e grafite;
- Expressão musical: Ritmo, rima e contação de histórias integrada;
- Produção autoral: Escrita criativa, técnicas de oralidade e performance.
“A leitura continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para a formação cidadã, mas precisa dialogar com as experiências das novas gerações”, explica Marianna Muniz, responsável pela coordenação pedagógica da iniciativa. “Quando o jovem percebe que suas referências e seu contexto podem ocupar espaço dentro das narrativas, ele passa a enxergar os livros de outra forma.”
O desenvolvimento além das notas escolares
O projeto vai além do ganho acadêmico em alfabetização e interpretação de texto. Os organizadores destacam que o contato regular com a literatura e as artes integradas expande o vocabulário, melhora a capacidade de argumentação e atua diretamente nas competências socioemocionais dos alunos. Em uma era de estímulos digitais acelerados e telas, a oficina estimula o foco, a empatia com realidades diferentes e o sentimento de pertencimento ao próprio território.
Com informações de assessoria
Wagner Sales – editor de conteúdo
Foto Divulgação
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