MPRJ denuncia 11 por fraude bancária de R$ 8,2 milhões

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 11 pessoas por envolvimento em um esquema de fraudes bancárias que teria causado prejuízo superior a R$ 8,2 milhões ao Banco Santander. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas e integra a segunda fase da Operação Shell Company, que investiga uma organização criminosa especializada na obtenção fraudulenta de crédito bancário.

De acordo com as investigações, os denunciados compunham o núcleo operacional do grupo, atuando como “laranjas” em empresas de fachada criadas para viabilizar os golpes. Essas empresas, registradas em nome de terceiros e sem atividade econômica real, eram utilizadas para simular movimentações financeiras e obter linhas de crédito de forma irregular.

Segundo o GAECO/MPRJ, a fraude contava com a participação de gerentes bancários que facilitavam a abertura de contas e a liberação indevida de crédito. Após a concessão dos recursos, os valores eram rapidamente transferidos entre diferentes empresas, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

As investigações apontam que a organização criminosa era dividida em três frentes de atuação. O núcleo empresarial era responsável pela criação e coordenação do esquema; o núcleo bancário reunia gerentes que viabilizavam as operações fraudulentas; e o núcleo operacional era formado pelos denunciados nesta fase da investigação, que emprestavam seus dados para figurarem formalmente como sócios das empresas fictícias.

Os investigadores identificaram ao menos dez fraudes ligadas a empresas distintas. Os recursos obtidos ilegalmente circulavam por diversas contas bancárias de pessoas jurídicas até serem concentrados na empresa GO Empreendimentos e Incorporações, apontada como peça-chave da organização e responsável pela redistribuição dos valores entre os integrantes do esquema.

Além do estelionato bancário, o Ministério Público apurou indícios de lavagem de dinheiro. Conforme a denúncia, a organização utilizava uma rede de empresas para ocultar a origem ilícita dos recursos e conferir aparência de legalidade às transações financeiras.

Primeira fase da Operação Shell Company

Na primeira etapa da Operação Shell Company, deflagrada em junho de 2024, o GAECO/MPRJ denunciou seis integrantes da organização pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e participação em organização criminosa.

Na ocasião, em ação conjunta com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) da Polícia Civil, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão na capital fluminense e no município de Petrópolis.

A fase inicial da investigação concentrou-se nos núcleos empresarial e bancário da organização, incluindo gerentes apontados como responsáveis por facilitar a abertura irregular de contas e a concessão fraudulenta de crédito.

Com informações de assessoria

Wagner Sales – editor de conteúdo

Foto 

WhatsApp